FATOS POLICIAIS

quinta-feira, 1 de agosto de 2024

MANUEL MUNIZ

 


MANUEL MUNIZ

QUARTO   GOVERNANTE DO GOVERNO DO SENADO DA CÂMARA, NA CAPITANIA DO RIO GRANDE DO NORTE,  25 DE MAIO DE 1682 A 30 DE AGOSTO DE 1685

PROCEDIDO POR -  ANTONIO DA SILVA BARBOSA  (10/1861 – 25/05/1862)

SUCEDIDO POR  PASCOAL GONÇALVES DE CARVALHO ( 06/1688 )

MANUEL MUNIZ foi nomeado Capitão-mor da Capitania do Rio Grande por Patente Real de 5 de setembro de 1681. Quatro meses depois, em 17 de janeiro, submeteu-se aos atos solenes e regimentais de juramento e homenagem na Bahia, após o que veio tomar posse do cargo no mesmo dia em que chegou (25.05.1682) perante o Senado da Câmara, reunido em Assembléia na Igreja Matriz. Em sua carta-patente consta que são “notáveis” os seus atos de bravura. A propósito, registra CÂMARA CASCUDO que o Capitão de Infantaria Manuel Muniz teve ação de relevo na libertação da Capitania da Paraíba, mantendo à sua custa (inclusive) uma unidade de combate. Combateu nas duas Batalhas de Guararapes, sendo ferido (numa delas) (1989, p. 172). Muniz procurou intensificar a colonização da área sob sua competência, a exemplo dos governos anteriores, concedendo várias sesmarias e provendo postos de infantaria das ordenanças, também nomeando (abr., 1685) o Capitão Pedro da Costa Faleiro para as funções de Ouvidor e Auditor de Guerra, então sem titular. À época, diz VICENTE DE LEMOS, era Provedor da Fazenda Real e da Guerra Pita Porto Carreiro(*). Em relatório circunstanciado encaminhado à Corte, em 22 de julho de 1684, alerta para a vulnerabilidade a que fora relegada a Fortaleza, mencionando sérias defasagens em homens, armas e munições. Segundo matéria exarada no Livro II das Cartas e Provisões do Senado da Câmara de Natal, citado por TAVARES DE LIRA (1982, pp. 101-102), relatou Manuel Muniz que a Fortaleza dos Reis Magos, sendo uma das primeiras do Brasil, não possuía guarnição suficiente e faltava-lhe material de guerra. (Tinha) apenas de quinze a dezesseis praças que vinham de Pernambuco, quando outrora dispunha de sessenta a setenta. (...) A munição existente compunha-se de dois barris de pólvora grossa e muito velha, setenta balas que haviam deixado os holandeses, seis cunhetes de balas de mosquete, doze peças de bronze e nove de ferro, (estas) imprestáveis. Os quartéis estavam arruinados. E acrescentava que de tudo isto tinha dado conhecimento ao Governador-Geral da Bahia, que mandou acudir com os efeitos da fazenda real. Em HÉLIO GALVÃO (1999 p. 301), encontra-se a transcrição deste texto, sob o título de Memória de Manuel Muniz. Sugerimos a sua leitura. Foi uma época particularmente difícil para a consolidação do domínio português sobre a Capitania. Muniz foi substituído por Pascoal Gonçalves de Carvalho em 30 de agosto de 1685.

FONTE – FUNDAÇÃO JOSÉ AUGUSTO

MANUEL MUNIZ

  MANUEL MUNIZ QUARTO     GOVERNANTE DO GOVERNO DO SENADO DA CÂMARA, NA CAPITANIA DO RIO GRANDE DO NORTE,   25 DE MAIO DE 1682 A 30 DE AGO...